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Por trás de uns saltos altos

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         Quem de nós (mais mulheres que homens acredito) não experimentou, na infância, os sapatos de salto alto da mulher mais próxima de nós?      E quantos/as de nós não acham isso hoje uma fofura ou um sinal de bom gosto, requinte e elegância?      Quantas de nós (acredito que muitas) ainda fazem deste calçado um hábito no seu dia a dia, porque a faz sentir-se bonita e poderosa?      Quantas de nós, já adultas, continuamos a caminhar em bicos de pés, mesmo descalças?     Quantas suportam em silêncio dores musculares e articulares diariamente?    Quantas sentem cansaço extremo nos ombros, nas costas, nas pernas e nos pés quando o dia ainda nem sequer vai a meio?    Hoje trago-te a importância do salto alto na nossa autoestima e na degradação da nossa coluna vertebral.   Em conjunto com outras questões emocionais, o uso do salto alto influencia imenso no desenvolvimento de cifoses e lordoses na coluna vertebral que acordam muitas vezes processos de dor insuportáveis.      O ato de, n

Sê tu Própria!

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        Quantas vezes ouvi dizerem-me "SÊ TU PRÓPRIA" ou  então "Vai lá e mostra quem és"? Muitas! Imensas vezes até!     Quantas vezes me senti verdadeiramente insegura, rejeitada, abusada, ignorada, abandonada, traída? Também Muitas!!!       Mas uma pergunta que eu me fazia nessas alturas e que me vinha em inglês era: "But, who da hell am I? How is like to be me, or myself"?      Comecei por procurar fórmulas mágicas por todo o lado onde conseguia chegar para perceber como ser "eu própria", mas caí da ilusão... afinal não existiam fórmulas mágicas, apesar dos imensos livros que, de forma metafórica, comi.       Rótulos como filha, irmã, aluna, empregada, mãe, esposa, encaixavam todos na condição de mulher que abracei, quando rondei a aura dos meus pais ainda antes da minha concepção (com p). Depois esses nomes passaram a ser usados a seguir aos graus comparativos como " melhor ou pior que" e ainda depois de advérbios de quantidade, ma
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    O simbolo que me traz o dia do Pai faz-me olhar para os 50% de pai que existe dentro de mim e que eu ampliei em várias direções.      Não existem pais perfeitos! Se consideram que existem, então alguma coisa não está bem!     Ouvir dizer ou mesmo pensar que um pai faz tudo pelos seus filhos faz-me questionar sobre qual o preço que uma criança paga ou já pagou para que isto aconteça (lembrando sempre que o pai já foi criança)!     Calma! Isto é real! Um pai faz verdadeiramente tudo por um filho, ok! Mas já lá vamos.     Pergunto:           Qual a exigência que existiu por trás de um/a pai/mãe?     Quais as feridas que foram abertas e quais as que foram recalcadas?          Nos dias de hoje o arquétipo de pai/mãe perfeitos é quase sempre acompanhado em algum ponto, de uma criança que se sentiu negligenciada, magoada, abandonada ou abusada, de uma criança que se sentiu traída dentro das suas perceções e realidades.     Muitas vezes, é quando pensamos (ou não) gerar uma vida, que fazem

Aceitar é tomar novas decisões!

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O que transportas tu de um lado para o outro?  A quem importa isso que levas? Qual a porta que abre? Por dentro ou por fora? Qual é a palavra comum?  POR   Dá uma ideia de tempo e espaço que, ainda que digam que até isso é uma ilusão, nos coloca por inteiro nesta experiência de seres humanos, nesta relação tempo/corpo/espaço.  O que fazemos nós com toda essa experiência intensiva de viver, de respirar?  Ontem, um irmão de caminho dizia-me que se lembrou de mim numa determinada situação que lhe surgiu,  em que se questionava de como faria eu para suportar/lidar/entregar os desafios que a vida me oferece em determinadas áreas da minha vida e ainda assim continuar a sorrir.  Precisei de uns momentos para processar aquela pergunta, já não pensava nela há algum tempo, porque talvez já não estou tão atenta ao que penso quando as situações surgiam... e ele (sem se aperceber) fez-me pensar nisso com alguma seriedade.  Na realidade, foi e continua a ser muito trabalho de bastidores... aquele tr

Mais sobre relacionamentos

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  Como eu identifico relacionamentos tóxicos e os seus cordões energéticos que começaram em primeiro lugar no relacionamento comigo mesma. Tenho tanto para dizer sobre isto!  Até há alguns anos eu conseguia identificar tudo o que estava "errado" ao meu redor, mas não conseguia enxergar o que poderia estar também "errado" em mim. Era uma enxurrada de otimismo e negativismo ao mesmo tempo para não entrar em contacto com o meu lado sombra, com as minhas emoções escondidas e com as minhas fraquezas. Contando que, naquela altura, eu considerava que só os outros é que faziam m**da, só os outros é que faziam o que queriam e ninguém lhes dizia nada como reprovação, mas que eu acabava por compactuar com isso porque aceitava viver em segredo na minha vontade de ser invisível, e não percebi que só estava a tentar ser igual a todos os outros que eu considerava "erros humanos"!  Os relacionamentos tóxicos começavam assim! Atraía à minha presença o que não queria ver em

Ser hUMano

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  Olhar para dentro e desconstruir todo um trabalho de centenas ou talvez milhares de pessoas não é fácil! Olhando para cada um como um puzzle montado por uma grande quantidade de outros puzzles em busca de uma peça que encaixe em si. O quê Sónia? Que ideia maluca é essa? Maria Respira! Vou explicar à minha maneira Sónia Maria! Por quantas mãos já passaste até chegares ao ponto onde estás e à idade em que estás, hoje? Quantas lições de vida já te passaram pelo corpo? Com quantas pessoas já te cruzaste e com quem falaste ou apenas trocaste olhar? Quantas memórias guardas no teu ADN dos teus ancestrais?  Quantas pessoas já te sugeriram o que devias, precisavas, ou seria melhor fazeres, por uma série de razões ou talvez por nenhuma? E quantas vezes te sentiste obrigada/o a fazer ou a ser algo que não te acrescentava nada na tua proposta de ser uma melhor pessoa, mas só o fazias porque pensavas que precisavas de aprovação do entorno para alcançar o teu objectivo? Quando se fala de mudança,

Vulnerabilidade? O que é isso?

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  Até à pouco tempo eu não entendia a palavra vulnerabilidade, nem mesmo quando me alinhei no caminho do autoconhecimento. Ouvia muitas vezes para entrar em contacto com as minhas emoções e com os meus sentimentos, para aceitar as minhas vulnerabilidades e eu achava que já o estava a fazer desde que me conheço como pessoa. Só que afinal não! E Porquê Sónia Maria? Simples! Fui educada assim literalmente!  Caía e magoava-me e ouvia : "Não chores! Não vale a pena! Já passou!" Alguém me batia e eu queixava-me aos adultos e ouvia: "Aiiii Então? Só estava a brincar contigo! Vá, Para lá de chorar!" Tantas vezes durante 2 anos (3ª e 4ª classe) em frente à turma toda a professora castigava-me com reguadas tanto por saber como por não saber, e a turma dizia em coro já muitas vezes treinado:  "Engole em seco! Tu é que as pediste!" e eu engolia....  Durante as vezes que a minha mãe ia para o hospital, eu sentia a falta dela e ouvia de novo: "Estás a chorar para q